Finalmente chegamos na Italia, então vou seguir a ordem do nosso roteiro, começando por Veneza.

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Chegada

Bom, nós chegamos de avião (Paris-Lion-Veneza) e a maneira mais pratica que encontramos de sair do aeroporto, foi indo direto ao ponto de taxi. Estávamos ao todo com duas malas grandes (uma para cada um) e uma mala pequena de mão, de rodinhas, onde o Raul guarda os equipamentos da câmera dele.

Pausa para entender a geografia de Veneza: Veneza é banhada pelas águas do Mar Adriático. A cidade é constituída por ilhas e uma parte do continente. O seu principal centro histórico fica localizado nas ilhas, onde de fato todos os turistas querem conhecer e ficar hospedados. O aeroporto de Veneza situa-se na parte continental. Para chegar à ilha o meio de transporte usado são barcos. Na parte de Veneza ilha, onde situa-se o centro histórico, não circulam carros.

Voltando à chegada em Veneza, o taxi nos deixou no local onde as pessoas que estão na parte continental pegam o transporte marítimo para ir até a ilha de Veneza.

Há algumas opções de transporte, todas elas aquáticas, aqui vou falar sobre as duas mais comuns que vimos lá: os vaporetos, que são como ônibus, sendo que são grandes embarcações aquáticas com lugares para sentar e lugares para ficar em pé, que carregam vários passageiros até os pontos da ilha; ou os taxis, que são pequenos barcos particulares que carregam os turistas até o ponto da ilha que o passageiro negociar.

Na chegada pegamos um taxi particular. Porém, quando a maré está alta, os barcos não conseguem passar pelos canais, pois existem pontes que são relativamente baixas, o que impede a passagem de embarcações. Por este motivo, nosso taxi nos deixou na Piazza San Marco, que é banhada pelo Grand Canal e de lá fomos caminhando com nossas malas até o nosso apartamento. Pagamos o valor total de 60 euros pelo transporte. Bem salgado, eu achei! Mas estavamos loucos para chegar na ilha e esse taxi foi a primeira opção que vimos na nossa frente!

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Dentro do taxi aquático!

Hospedagem

Como tínhamos pouco tempo em Veneza, procuramos um apartamento próximo da Piazza San Marco, ou seja, mais próximo dos pontos de Veneza que gostaríamos de conhecer. Pesquisando os preços meio que de última hora, a melhor opção foi realmente alugar um apartamento, pois os poucos hotéis ainda disponíveis, dentro dos padrões que nós gostamos (mais novinho, e bem localizado), estavam mooooooitoooo caros! Então fica a dica, que já falei aqui em outras ocasiões: alugar um apartamento no airbnb pode ser uma ótima opção!

Mesmo que você tenha mais alguns dias em Veneza, fique atento à localização em que vai se hospedar. Lembre-se que dentro da na ilha não circulam carros, por consequencia, não há taxi. Andar de transporte público também pode sair caro (7,50 euros a passagem do vaporeto). Então é fundamental ficar num lugar onde não seja tão longe para chegar/sair caminhando.

Onde deixar as malas?

Já no dia de vir embora, nosso trem para Florença saia só 19h e o check out no apartamento era às 11h. Então descobrimos um lugar para guardar nossas malas durante este período entre 11h e 17h, enquanto nós passeávamos pela ilha. O nome do local é Venice Luggage Deposit. O valor cobrado é por mala e depende do tamanho da mala e varia entre 6 e 10 euros por volume.

Para mais informações, o site é veniceluggagedeposit.com

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Partida

Então, para sair de Veneza, já mais familiarizados com os meios de transporte, pegamos um Vaporeto na estação próxima da Ponte Rialto. Pagamos os dois 15 euros (7,50 cada um). Foi super rápido e tranquilo. Fomos sentados e as malas foram do nosso lado. Tirei algumas fotos:

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O vaporeto nos deixou na frente da estação de trem Santa Lucia.

Chegamos com um pouco mais de uma hora de antecedência e  já estávamos com as passagens compradas e impressas. Nos dirigimos à sala da Italo (empresa de trem que faria nosso transporte) e aguardamos lá até a hora do embarque.

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Foi a primeira vez que viajamos de trem na Europa e achei algumas coisas bem interessantes. Primeiro, não tem checkin. Nós mesmos imprimimos em casa os bilhetes. Não tem despacho de bagagem nem protocolo de segurança. Nós mesmos entramos com nossas malas: ninguém as conferiu, ninguém pesou ou contou quantas malas estávamos levando. O embarque começa 15 minutos antes. No nosso caso, começou 18h45 e o trem saiu pontualmente às 19h da estação. Dentro do trem há um maleiro que fica próximo aos banheiros. Ali há espaço para acomodarmos malas maiores, como foi o nosso caso. A mala menor coube no bagageiro acima dos nossos assentos. Já dentro do trem, com a viagem em curso, passa um funcionário da empresa conferindo as passagem para ver se você está no assento e na classe correspondente. Nossos bilhetes eram de primeira classe e depois de visitar a classe econômica vi que a diferença eram basicamente as poltronas maiores e mais espaçosas. Também tínhamos tomada e USB para carregar aparelhos eletrônicos e wifi free funcionando bem durante toda a viagem.

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A foto acima é do vagão onde ficamos. A foto abaixo é do “hall” que tem entre os vagões, onde ficam os banheiros e os bagageiros para malas maiores.img_2050 img_2049

Acima: nossas malas eram as únicas no bagageiro, rs! Abaixo: o espaço do assento na primeira classe.
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Depois de mais ou menos 1h de viagem, passou um carrinho oferecendo bebidas (água, refrigerante ou suco) e um biscoito.

O trem faz várias paradas rápidas em algumas cidades do caminho mas não chegam a durar nem 10 minutos. Os passageiros que vão ficar naquele destino descem e o trem segue viagem.

De Veneza a Florença foram 3h muito tranqüilas. Passou tão rápido que nem notamos!

Em Florença descemos na estação Santa Maria Novella.

Então… fico por aqui com esse primeiro post sobre Veneza!

No póximo vem a parte boa: passeios e restaurantes! 🙂

Bjs, Juh